No princípio era o verbo...
Não sou capaz de sair de mim. Por isso, sinto-me dormente, esperando que as férias acordem na minha direcção ou soprem em direcção a um sítio relativamente pacífico. É a altura de desejar a ponte entre o passado e o futuro, em que o presente se exige feito de momentos inesquecíveis. Com a eternidade descontrolada pelo salto de uma pulga. Há dias que vou sentindo isso. Faz uns bons CD's que "So Here We Are" deu-me a mão. Talvez não falemos de profundidade, mas falemos numa espécie de harmonia submarina. Bloc Party.Retórica mais ou menos arejada no que de vazia mais possa ter, ajuda a dizer que sinto-me perseguido. Perseguido por uma perseguição que me obriga a perseguir. A abraçar com cuidado sentimentos rasgados pelos raios do nervosismo e a escrever novas intrigas, mais ou menos como quem ouve uma música de mês em mês ou comparando as diferenças entre o que significa uma canção para uns e outros.
Pensar não importa. São teias bem enroladas que me deixam a resolver as soluções para fazer delas linhas de caminhos-de-ferro.
Será que a felicidade implica sofrimento? Será...será que estou no caminho certo? A felicidade estará na solidão de um sem-abrigo ou na indecisão entre o Bem e o Mal? Só tens Mal ou escondes-te arduamente atrás dessa casota de madeira? Porque te odeiam calados? Porque precisas de abalar a única coisa que eu fiz de bem em toda a minha vida? Porque me obrigas a mudar de caminho? Porque é que me sinto desconfortável na minha almofada de seda sempre que te imagino ou te vejo na realidade feita de ideias intocáveis? Porque me queres arruinar? Porque queres ser impossível? Porque me fazes sentir nesta horrível balança em que tenho que pesar tudo rigorosamente? Porque me ignoras? Porque não me explicas esta matemática exagerada? Porque é que 1 + 1 = infelicidade? Porque ainda te ligo? Porque não consigo ser como era? Porque vou acabar sozinho? Mas porquê?
Tudo?! Porque no princípio era o verbo...
Sonhar!

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