Saturday, April 22, 2006

Não, não quero pesquisas na Internet. Quero saber aquilo que não sei. O último trimestre da minha vida estudantil perto de minha casa envolve uma apresentação em Microsoft PowerPoint sobre um tema livre. Decidi-me pela música dos últimos quarenta anos. É a mais excitante, porque os Beatles ainda se ouvem, "Love Will Tear Us Apart" é uma verdade incomensurável e "Love Like Semtex" é deitar o Elvis pelo cortinado e jurar todas as temáticas abstactas a que tirámos, afinal, a temática-mãe. E qual o melhor meio de saber mais sobre estes últimos 40 anos que não vivi para contar? O director executivo da maior discográfica do Mundo que ninguém sabe qual é por tantas quererem ser como ela? Não. O manager da Sub Pop? Telefonista says: "Sorry, but this option's unavailable". E quem visita este blog e conhece quem por aqui passa? Percebe de música, pois. Por isso, gostava de saber mais sobre estes últimos quarenta anos de música com a vossa ajuda. Que bandas acham mais importantes e que outras gostam? Quais as fundamentais? Como viveram 40 anos de música à descoberta? Como os poderiam resumir? Quais os acontecimentos marcantes? Que géneros de música consideram relevantes falar? E que sub-géneros? E se não so viveram, o que podem dizer sobre eles?
Gostaria que dissessem qualquer coisa sobre eles, até porque não vou dizer que conheci o vocalista dos Undertones. Conheci-o, foi no Algarve. Mentira!
Conto com a vossa colaboração e façam deste post um objecto de discussão saudável. Passem a mensagem, o repto! Quanto mais pessoas puderem falar melhor! As vossas resenhas completas, se faz favor!


Porque as entrevistas são a melhor maneira de sabermos o que queremos saber.

Tuesday, April 04, 2006

Creepy


Se discretamente fizemos o favor de introduzir "Civil Sin" nas bocas de Portugal, também orgulhamo-nos de dar a conhecer em exclusivo o vídeo de "Suzie", o single oficial de introdução à estreia intitulada "Civilian". É espantoso como é que uma banda com reminiscências já bastante trabalhadas ainda consegue oferecer canções de elevação aos mais altos subúrbios dessa coisas chamada alma. É das poucas bandas recém-descobertas que causa aquele histerismo infundado e inaudito de não se saber se se prefere a tortura do single-após-single, se a guilhotina que se vai chamar "Civilian". Aqui há prazer, mas não há dessa dor que se potenciou no período anterior. Prazer e dor no histerismo, qual quê!

Se és um chato que não consegue ver potencial nos Franz Ferdinand, Editors, Bloc Party ou The Killers, toma lá os Boy Kill Boy...e vê se atinas!

E até é um excerto, só para não ficares mais chateadinho nessa tua cara de animalesco maníaco com o regresso a uma espécie de programa que bem se poderia chamar "No meu tempo...eichhh....é que era bom!".

(post patrocinado por Hospital Rainha Santa Isabel: pelo tempo que lá ficas internado com uma chapada na bochecha, é melhor levares o Emanuel!)

Monday, April 03, 2006

Desistem ou é preciso recorrer à força?

No começo deste mês, há que falar sobre a pirataria musical e o combate contra ela que, certamente, irá desembocar numa revolução à escala mundial com pessoas nas ruas a manisfestarem-se contra esses “grandes senhores” da música mundial. Isso seria o ideal.Talvez para este blog também seja ideal fugir à crítica do último disco de Morrissey (podia ainda alimentar-se mais um bocadinho a polémica Arctic Monkeys) sem fugir da música. Em primeiro lugar, há que imediatamente dizer que lutar contra a poluição é lutar contra lobbies económicos, e lutar contra a pirataria musical é lutar contra…a ordem natural das coisas. Nada do que estão a fazer irá resolver o problema da pirataria, mas certamente irá resolver o problema daqueles senhores que tratam notas de 500€ como lixo do dia-a-dia e agora cada vez vêem esse “lixo” não lhe passar pelas mãos. Em Portugal, particularmente, não serei o único a dizer que ter um disco dos Bloc Party de há um ano ainda a mais de 20€ não leva mais gente aos concertos de Kele Okereke e companhia. Mas a pirataria leva. E é pela pirataria que eu sei quem são aqueles coolest guys que estão para vir a Leiria tocar no Sushi Club e que estão nas bocas de muita gente. Este facto último não se refere, claramente, a investir numa capa cheia de cores e a levá-la para casa imediatamente por mais de 15€ sem antes pesquisar na Internet um lugar (ex: www.myspace.com/artbrut) onde se possa dar a conhecer gratuitamente como tocam os Art Brut. Quem são eles. Não sou o único que já fez downloads a custo zero da Internet, e provavelmente, não gostaria de ficar todo o ano a ouvir o novo disco dos Portishead, Primal Scream ou Sonic Youth, sendo que evidentemente, levar os três ou mesmo dois deles para ouvir em casa é condição impossível. E isso seria obrigatório, pois sem a pirataria estaria por vezes anos à espera que um disco ou single aparecesse cá em Portugal. E então as novas bandas que urge descobrir e ouvir para que possam ser também elas reconhecidas? Isso seria possível sem recorrer à Internet? O bicho-papão está a ficar com fome...Quem tem medo do papão?