Friday, August 26, 2005

Vamos pensar nisso

A gerência deste blog tem o prazer, honroso prazer, de anunciar que este blog vai sofrer mutações em breve. Esperem para ver.

O que é isto? É a capa do álbum mais aguardado da rentrée outonal-discográfica de 2005: "You Could Have It So Much Better...With Franz Ferdinand". Isn't it fantastic?

[Não esperem novos "Take Me Out" 's, mas ouçam "Do You Want To" por enquanto em videoclip e futuramente em single a 19 de Setembro. Rock n' roll para a menina tocar com os tamancos no chão sem pensar num novo amanhã.]

Boas audições!

Wednesday, August 24, 2005

Oh yes!

Sinceramente não me sinto excitado a escrever. Sinto-me bem a navegar pelo passado, a perceber que a música é um bem precioso para viver. Não me estou a despedir, apenas venho lamentar a falta de disposição e o excesso de excitação musical de que sofro. São músicas onde se percebe que o silêncio, por vezes, é uma língua estranha maas ao mesmo tempo familiar, pois só a percebemos se quisermos e se sentirmos que sabemos comunicar com ela.

Sem silêncio, é de anunciar que uma das bandas mais excitantes dos últimos tempos está de volta a Portugal e também aos discos.
Não é propósito deste espaço falar de música, mas os Franz Ferdinand. Lisboa Soundz, Algés. "You Can Have It So Much Better...With Franz Ferdinand". "Do You Want To" e 19 de Setembro marcam o regresso dos Franz Ferdinand aos singles.


Deixaram-nos um pequeno amargo de boca, um sabor pouco concentâneo com a grandeza de um álbum homónimo como o que editaram. Mas são uma grande banda e não tocam teclados para soarem aos Killers [Sam Endicott merece um pedido de desculpas de Brandon Flowers]. The Bravery:

Too many fingers, too many thumbs
Something wicked this way comes
The best time I've ever had
Waiting around for something bad

Fearless, fearless, ohh
And I know that's why you love me
Fearless, fearless, come on
And I know that's why you love me, chica
And I know that's why you love me, chica
And I know that's why you love me, chica

Oh, so fearless
Oh, so fearless
Oh

This is what it's all about
Take me in and eat me out
Pins and needles in my arms
Oh yes, your lucky charms

Fearless, fearless, ohh
And I know that's why you love me
Fearless, fearless, come on
And I know that's why you love me, chica
And I know that's why you love me, chica
And I know that's why you love me, chica

Oh, so fearless
Oh, so fearless
Oh, so fearless
Oh, so fearless
Oh, yeah

Monday, August 22, 2005

Emily Kane...não te devias chamar assim para ninguém!


Art Brut...

I was your boyfriend when we were 15, it’s the happiest that I’ve ever been.
Even though we didn’t understand how to do much more than just hold hands.
There’s so much about you I miss, the clumsy way we used to kiss.
I wish I’d convinced you you’d made a mistake, if memory serves we’re still on a break.

Other girls went and other girls came, I can’t get over my old flame.
I’m still in love with, Emily Kane.

Every girl I’ve seen since looks just like you when I squint.
I know you said it’s for the best, I still don’t understand why you left.
There’s so much about you I miss, every time I see a couple kiss.
I hope this song finds you fame, I want school kids on busses singing your name.

Other girls went and other girls came, I can’t get over my old flame.
I’m still in love with, Emily Kane.

I don’t even know where she lives.
I’ve not seen her in 10 years, 9 months, 3 weeks, 4 days, 6 hours, 13 minutes, 5 seconds.
Other girls went and other girls came, I can’t get over my old flame.
All my friends think I’m insane, I’m still in love with Emily Kane.

There’s a beast in my soul that can’t be tamed, I’m still in love with Emily Kane.
I thought I’d never love again, I’m still in love with Emily Kane.
The torch I hold is always a flame, I’m still in love with Emily Kane.
I hope this song finds you fame, I want school kids on busses singing your name.

All my friends think I’m insane, I’m still in love with Emily Kane.
Emily Kane, Emily Kane, Emily Kane.




Emily Kane, não te devias chamar assim para ninguém, muito menos para mim...
Quem já sentiu este espírito Emily Kane que o apague das suas vidas, como eu fiz...

É verdade: o espírito Emily Kane não passa de... um espírito. Demasiado humano.

Saturday, August 13, 2005

I wish it was simple

Quem me dera que fosse mais simples. Que não passasse de uma peça de teatro sem público, onde todos mascaram a sua adesão a um Universo de mentiras e dúvidas constantes. Que não passasse de um tiro no escuro, onde ninguém, mesmo ninguém poderia ser alvejado. E sangrar desespero, distracção, prisão de forças.
Mas nunca ninguém disse que seria assim. Tentando seguir como quem persegue o tesouro de uma vida a alma gémea que mitos acham que deve ser oposta, todos acreditam que não perseguem o silêncio, o escuro onde não existe sentimentos porque nada nos atinge, o fim de todos os raios de luz que sentem medo de iluminar o futuro da Humanidade.

Mas ninguém disse que iria ser fácil. Foste de pequena, sem se ver, roubar-me aquele encontro com a inspiração, aquela música que tu conseguiste abrir com a força dos teus braços para caber lá toda a tua tristeza, o prazer de não ter a alma vazia, consumida, vazia de te consumir. Não perco o meu tempo a escrever de modo algum, até porque sei que não será por saber juntar palavras e vírgulas que consigo gravar o meu nome em ti. Até confesso que gostava de escrever sobre tu que não existes, que te desfizeste apenas para me iludir, qual soldado que finge a sua morte.

Não penso esquecer-te. Não sou de andar a fugir daquilo que posso controlar, de um amor cerebral que, por si só, têm os dias escalonados. Fizeste-me bem. Não voltarei a ter uma nova oportunidade destas.

Por causa de ti, finalmente acredito que vou ser feliz. A procurar implantar o silêncio nos descendentes que alguém disse que eu teria. Eles calaram-se muito antes de eu lhes dar nome.

De um lado o silêncio dos humanos, do outro as recordações feitas mais que futuro das músicas que se apegam a nós e se alojam confortavelmente ao nível das montanhas emocionais...


Monday, August 08, 2005

Os hologramas...

Para os pesadelos:

Toranja – Fogo e Noite

Aconteceu...
E por me teres feito cego
Recordo o sabor da tua pele
E o calor de uma tela
Que pintámos sem pensar
Ninguém perdeu
E enquanto o ar foi cego
Despidos de passados
Talvez de lados errados
Conseguiste-me encontrar

Foi dança
Foram corpos de aço
Entre trastes de guitarras
Que esqueceram amarras
E se amaram sem mostrar
Foi fogo
Que nos encontrou sozinhos
Queimou a noite em volta
Presos entre chama à solta
Presos feitos para soltar...

Estava escrito
E o mundo só quis virar
A página que um dia se fez pesada

E o suor
Que escorria no ar
No calor dos teus lábios
Inocentes mas sábios...
No segredo do luar
Não vai acabar
Vamos ser sempre paixão
Vamos ter sempre o olhar
Onde não há ninguém
Dei-te mais...!Valeu a pena voar...

Estava escrito
E a noite veio acordar
A guerra de sentidos travada num céu

Nem por um segundo largo a mão
Da perfeição do teu desenho
E do teu gesto no meu...
Foi como um sopro estranho...
...e aconteceu...

És fogo em mim
És noite em mim
És fogo em mim

Para os sonhos:

Filarmónica Gil – Deixa-te Ficar Na Minha Casa

Tenho livros e papéis
Espalhados pelo chão
A poeira de uma vida
Deve ter algum sentido
Uma pista, um sinal
De qualquer recordação
Uma frase onde te encontre
E me deixe comovido

Guardo na palma da mão
O calor dos objectos
Com as datas e locais
Porque brincas?
Porque ris?
E depois o arrepio
A memória dos afectos
Que me deixa mais feliz

Deixa-te ficar na minha casa
Há janelas que tu não abriste

O luar espera por ti
Quando for a maré vaza
Ainda tens que me dizer
Porque é que nunca partiste

Está na mesma esse jardim
Com vista sobre a cidade
Onde fazia de conta
Que escapava do presente
Qualquer coisa que ficou
Que é da nossa eternidade
Afinal, eternamente

Deixa-te ficar na minha casa
Há janelas que tu não abriste
Deixa-te ficar na minha casa
Há janelas que tu não abriste

O luar espera por ti
Quando for a maré vaza
Ainda tens que me dizer
Porque é que nunca partiste

Quando a cama chama por nós, quem nos invade são os sonhos e os pesadelos.
Por causa de pesadelos escritos para além do próprio sono, todos os outros sonhos e pesadelos anseiam por se tornar num holograma.
Mas por não ser real, a música encarregou-se de o aspirar numa gaveta longínqua no vazio.
Não deixou de matar, deixou apenas de doer.
Não deixou de doer, deixou apenas de ser importante.
Não deixou de viver, deixou apenas de se fazer viver.

Não deixou de ser lembrado, apenas voltou para onde pertencia.
Não deixou de estar aqui, apenas começa a passar ao lado.

Esqueci-me de ti. Do holograma, claro.
Não me esqueci de ti. Do passado, claro.

Tuesday, August 02, 2005

Porquê escrever sobre o que não existe?...

{...Qual o porquê deste desejo absurdo de sofrer?}

Há 1 ano sentia-me radical. Era necessário que os phones viessem comigo, era necessário que o mar e a música dormissem juntos. Era necessário sentar-me num infindável banco de madeira, bem no fundo de tudo, e esperar que a música ideal viesse para me acalmar. Então, procurava o vazio dos pensamentos e tentava descobrir a força das ondas do mar, uma combinação de uma paisagem nocturna e invisível que fosse uma desculpa para encontrar soluções.
Há 2 anos, não pensava em sofrer. Não pensava em crescer, não pensava em sair daquele caminho e saltar a vedação. Atrás dela esconder-se-iam problemas sem resposta, que apenas exigiam companhia de mais problemas.

Agora, só preciso de música. Já não preciso de estar sozinho e já conheço a sensação de pisar o sofrimento no que de lamacento ele possa possuir.
Mas gosto de sofrer. Só sofrendo posso perceber quem sou, quem fui, o que sou dentro de um Mundo onde tudo é dinheiro. Só descobrindo o Mundo posso voltar a estar sozinho, a precisar de um empréstimo da solidão, a perceber o quanto o Mundo é maravilhoso dentro deste quarto.
É aqui que sinto o prazer de devastar a dor, de perceber que ela não me afecta mais. Permito que os acordes sejam uma pequena lâmpada incandescente que aos poucos, vá abrindo as cortinas de um novo dia. Um novo dia em que cada peça se constrói pela sobreposição das antecessoras, em que os erros cometidos jamais serão infinitos.

Nada que a dor não tenha já experimentado. Podes vir a qualquer hora falar-me de construções de betão no meu coração. A única dor que sinto é de sentir que não sinto nada e que os sentimentos se escaparam por entre as fechaduras que se pensavam abertas à poesia de rebolar entre o bom e o mau. Talvez um dia mude, talvez pense em não chorar sem ser quase porque a música leva a lugares estranhos e perigosos, onde sentimos que estamos a ser assaltados pelas lágrimas. Mas porquê desesperar por histórias destas, em que um fantasma se junta a uma entidade qualquer planante e assina um tratado de desilusões sem cláusula de rescisão...

Mas...

Preciso de estar sozinho

Graham Coxon - Freakin' Out - Happiness in Magazines

Nothing to see
Nothing to hear
Nothing to be
Nothing to fear
Nothing to prove
Nothing to say
Nothing to loose
Nothing to gain
Nothing to feel
Nothing to hate
Nothing is real
It's all too late
What do you do when nothing's wrong
Ain't got a clue
Ain't got no song

You’re foamin' at the mouth
You are mad without a doubt
Cause I'm really freakin' out
And I'm goin out of my mind
Tv got me goin blind
And I'm really freakin' out

Hey man you think you got it made
Groovin' you stink on your fender bass
Got on your aviators shades
Yeah man you're looking really ace

So what the hell you're doing here
Filling the space between my ears
Why don't you all just disappear
Plus all your friends just way too dim

You’re foamin' at the mouth
You are mad without a doubt
Cause I'm really freakin' out
And I'm goin out of my mind
Tv got me goin blind
Cause I'm really freakin' out

Nothing to see
Nothing to hear
Nothing to be
Nothing to fear
Nothing to prove
Nothing to say
La la la la la la la lay

You’re foamin' at the mouth
You are mad without a doubt
Cause I'm really freakin' out
And I'm goin out of my mind
Tv got me goin blind
And I'm really freakin' out