Thursday, May 05, 2005

Imaginação transformada em terra fértil

Cada palavra que eu ouço começa a ser transformada numa história. Uma situação normal depressa descamba em buracos negros onde a luz parece ser artificial demais, mas se até nos injectarmos, conseguimos perceber tudo (com droga ou com o sangue da pessoa em que pensamos)

Sinceramente escrever para isto começa a aborrecer-me até às estrelas do céu. Queria ser melhor em alguma coisa, mas não consigo fazer o que quero. Quanto mais escrevo, penso que afinal devia era dedicar-me a beber copos de água e a comprar bolachinhas integrais aos armazéns dos supermercados. Pensei que às vezes, empurrando uns goles de ice-tea em forma de jornal, 1 garrafa de vodka com o álbum dos Bloc Party impresso num rótulo virado ao contrário para todos os que não me percebem ou metendo a boca a um garrafão de um bom moscatel produzido nos meus desequilíbrios pudesse ser o suficiente para me manter espertinho. Alazão. Palhaço. Mocado. Isso!! Mocado. Escrever envergonha-me. Penso naqueles que querem é fotografias e que ainda acreditam que uma imagem é tudo.
Esses têm razão. Uma imagem vale mais que mil palavras. Não és tu que pensas nela, nem sequer te arrependes da sua mesquinhez.

Tudo para realmente pensar que viver é bom, morrer é óptimo, mas viver isolado tem groove que chegue.
Um bocadinho de sol, uma fnac, um computador e ela. Ela....

Ela....
Ela.....

Ela...