Thursday, February 17, 2005

Pezinhos de lã


Começou...

Um novo caminho.

Duvido que um cego conseguisse ler um tabelião em Braille tão bem como a tua aparente e disfarçada/mentirosa indiferença conseguiram prever o meu regresso ao meu blog.
Falaste em crianças a brincar ao sol, num casa com um quarto tão electrizante como colunas de áudio profissionais, numa vida inventada em telenovelas e falada pelas ruas, agora da minha amargura, por onde tens os teus amigos até que te convenceram....
Convencer-me de que eu estou em trânsito para a tua lixeira sentimental não necessitas...eu apenas preciso de saber que a tua felicidade vai ser para sempre uma má lembrança minha, mais ou menos em forma de ferida em chagas...
Agora, o que falavas com os teus amigos falas comigo, o que prometeras a mim não irás prometer a mais ninguém mas irás apagar tudo com uma borracha e irás fazer novas promessas a um novo bebé encantado. Príncipe encantado? Só sei que eu não mereço esse título. Talvez nem sequer o tenha nunca merecido. Não gosto de andar a cavalo, o meu reino é o meu quarto, o meu cavalo é a minha música apenas e só.
Agradeço-te por tudo! Fazes-me finalmente acreditar que mais que nunca, um Mundo traidor como tu me querias tentar chamar quando me vias com alguém cujo único ponto comum contigo era ser um projecto de mulher; masculino e que urina acidez dissimuladamente cada vez com mais palavras e que mija de pé, talvez fosse o meu sonho idílico.

Lá fora, a Lua parte-se em duas: de certeza que muitos verão a Lua Cheia, com uma grande noite de luar poluída de luz, espernagada à espera que duas almas errantes e humana e fisicamente colaterais (quem sabe..) olhem para ela... Mas outros verão a Lua Nova - uma nova esperança dentro da escuridão eterna, mas uma escuridão tão diáfana que não deixe que a Lua Cheia amordaçe a minha música a um baú de recordações para sempre e que, já que não há monóxido de carbono dentro dos quartos, não possa fazer a vez dele e começar a consumir o meu coração até o dia da libertação eterna : o dia da minha morte!

Wednesday, February 16, 2005

Tableta REDUNICRE : Fechado para sempre....

" Não há amor como o primeiro" / " Solidão é estar entre 1000 pessoas e sentir-se só.."

Nancy Sinatra and Morrissey - Let Me Kiss You

" There's a place in the sun
For anyone
Who has the will to chase one

And I think
I found mine

Yes, I do believe
I have found mine

So......

Close your Eyes
And think of someone
You physically admire....

And Let Me Kiss You!!... "


O meu quarto é uma autêntica miscelânea de cores e estilos. Tantos livros...tantas histórias de encantar...
Lá fora o sol é o meu meio-irmão que nunca tive, mas ele desconhece que eu não gosto de ficar doente...


19/4/2004

Apanhei-te! Afinal sempre tens qualquer coisa de diferente.... Queres que construa um mundo do amor e outro para a amizade? Mesmo que não queiras...eu construo...

Conheci-t a ti. A ti, só a ti. Não sei se vagueias, se tens corpo de princesa ou se sobrevives com uma côdea por dia, mas conheci-te. Eras calma, serena, feita de algodão-doce, linda! Por dentro eras assim...
Mas eu sou um pobre cidadão de um Mundo à parte muito português: ninguém sabe que existe um Ministro das Finanças competente...mas quando é preciso, ele mostra-se! Tu, como ninguém, raptaste-m - geriste-m quase -, durante a noite, enquanto eu dormia com todos os raios de sol a darem-m uma cor ascorosamente amarela....
Pensei que dominava o teu Deus, mas não...O teu amor por mim tinha núcleo, protões, neutrões ( e muitos...), mas electrões só os via quando não havia amor; quando apenas existia uma mera admiração desprovida de amizade...Não foi por nunca te ver, mas foi sim por ver que o meu coração já está preenchido, apesar de julgar que tem qualquer coisa de masculino que o faz sentir-se dono e senhor de todas as possíveis traições, o varredor de ruas que nunca quer varrer, mas acaba por apanhar todos os fios das calças que se descosem e que constituem lixo...
Eu pensava que seria fácil...Pensava que seria fácil, e por isso, nunca cheguei realmente a procurar algum tecto onde todas aquelas mobílias sentimentais caríssimas pudessem fazer um recanto a mim confortável. Nunca cheguei a pensar. Pensamentos inúteis, avassaladores pensava eu ter...Mas afinal, essá admiração confusa faz de mim um fantoche, bem vestido, que continua a pensar em ti mesmo achando que todas as razões possíveis e justas para tal não estão cá. Talvez as indolentes e quase chorosas sim...mas não te esqueças que eu sinto porque tenho música. Choro porque ouço o "Karma Police", divirto-me porque gosto de " Last Kiss", disfruto do amor porque ouço "Unconditional", e sinto-me eu quando sou "Michael".

Quando eu te voltar a cheirar sem nariz, só com teclas e com ruídos paisagísticas...lembra-t...
O sangue de unicórnio não o tenho: o verdadeiro amor para mim já passou....

A esta hora, será que não o tomaste? E por acaso não será uma bruxa boazinha, da Branca De Neve, mas boazinha para mim porque não usa véu nem sequer botas de tacão alto ( isso nem pensar...)?

Bruxa, já percebi que a amizade e o amor são dois mundos bem distantes! Podias-me deixar no meu?