Pezinhos de lã
Começou...
Um novo caminho.
Duvido que um cego conseguisse ler um tabelião em Braille tão bem como a tua aparente e disfarçada/mentirosa indiferença conseguiram prever o meu regresso ao meu blog.
Falaste em crianças a brincar ao sol, num casa com um quarto tão electrizante como colunas de áudio profissionais, numa vida inventada em telenovelas e falada pelas ruas, agora da minha amargura, por onde tens os teus amigos até que te convenceram....
Convencer-me de que eu estou em trânsito para a tua lixeira sentimental não necessitas...eu apenas preciso de saber que a tua felicidade vai ser para sempre uma má lembrança minha, mais ou menos em forma de ferida em chagas...
Agora, o que falavas com os teus amigos falas comigo, o que prometeras a mim não irás prometer a mais ninguém mas irás apagar tudo com uma borracha e irás fazer novas promessas a um novo bebé encantado. Príncipe encantado? Só sei que eu não mereço esse título. Talvez nem sequer o tenha nunca merecido. Não gosto de andar a cavalo, o meu reino é o meu quarto, o meu cavalo é a minha música apenas e só.
Agradeço-te por tudo! Fazes-me finalmente acreditar que mais que nunca, um Mundo traidor como tu me querias tentar chamar quando me vias com alguém cujo único ponto comum contigo era ser um projecto de mulher; masculino e que urina acidez dissimuladamente cada vez com mais palavras e que mija de pé, talvez fosse o meu sonho idílico.
Lá fora, a Lua parte-se em duas: de certeza que muitos verão a Lua Cheia, com uma grande noite de luar poluída de luz, espernagada à espera que duas almas errantes e humana e fisicamente colaterais (quem sabe..) olhem para ela... Mas outros verão a Lua Nova - uma nova esperança dentro da escuridão eterna, mas uma escuridão tão diáfana que não deixe que a Lua Cheia amordaçe a minha música a um baú de recordações para sempre e que, já que não há monóxido de carbono dentro dos quartos, não possa fazer a vez dele e começar a consumir o meu coração até o dia da libertação eterna : o dia da minha morte!

1 Comments:
Epah ó meu, onde é k tu aprendeste a escrever assim??? Bem, eu cá adorei! Se mais textos destes houvesse, mais eu leria... Sim senhor André. Parabens por um estilo de escrita tão proprio, tão tocante, tão profundo... kem me dera que todos os livros k eu tivesse de ler fossem tão interessantes como os teus textos.
Post a Comment
<< Home